Mundo
Guarda costeira cubana mata quatro pessoas a bordo de lancha americana
Na embarcação seguiam cidadãos cubanos a viver nos Estados Unidos, segundo o Governo de Cuba, que os acusa de quererem infiltrar-se em águas territoriais do país “para fins terroristas” e de abrirem fogo sobre as autoridades.
Quatro pessoas foram mortas a tiro pela guarda costeira cubana e seis ficaram feridas, num confronto entre as autoridades do país insular e uma embarcação dos EUA, avançou o Ministério do Interior de Cuba num comunicado publicado nas redes sociais.
De acordo com o Governo cubano, as suas tropas fronteiriças detetaram, na quarta-feira, uma lancha de alta velocidade a navegar em águas territoriais de Cuba. Ao aproximarem-se da embarcação, os tripulantes terão aberto fogo contra as autoridades, deixando o comandante da polícia ferido.Os feridos a bordo da lancha foram detidos e estão sob assistência médica.
O barco, registado no Estado norte-americano da Florida, aproximava-se de uma ilha na costa norte de Cuba, perto de Cayo Falcones, na província de Villa Clara, segundo adianta também a nota.
Entretanto, esta quinta-feira, um novo comunicado do Ministério do Interior de Cuba veio indicar que os tripulantes já foram identificados e que se trata de cidadãos cubanos atualmente a residir nos Estados Unidos. O Governo acusa os envolvidos no incidente de tentarem infiltrar-se no país do Caribe “para fins terroristas”.Alegadamente, os cidadãos cubanos encontravam-se armados e dispunham de pistolas, espingardas de assalto e dispositivos explosivos improvisados, que já se encontram apreendidos pelas autoridades.
O confronto, ocorrido na quarta-feira, surge numa altura em que as tensões entre os Estados Unidos e Cuba se mostram cada vez mais evidentes, devido à crise de combustível que o país insular enfrenta atualmente com o bloqueio do envio de petróleo da Venezuela para Cuba, imposto por Donald Trump.
Numa das suas declarações nas redes sociais, o Ministério do Interior do Executivo de Manuel Marrero Cruz salientou que, “face aos desafios atuais”, Cuba quer “reafirmar a sua vontade de proteger as suas águas territoriais (…) em favor da proteção da sua soberania e estabilidade na região”.
Quem está também em cima do acontecimento é o país norte-americano. Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, afirmou que Washington está a investigar o episódio “altamente incomum” a fim de “descobrir exatamente o que aconteceu” e a partir daí, tomar decisões.Prometendo uma resposta rápida, Rubio assegurou, segundo a BBC, que a Guarda Costeira dos Estados Unidos já se deslocou para as imediações do local onde terá ocorrido o alegado confronto.
Já o procurador-geral da Florida, James Uthmeir, através de uma publicação no Facebook, declarou que o Gabinete de Acusação Estatal irá iniciar a sua própria investigação, uma vez que “o Governo cubano não é digno de confiança” e garantiu que os EUA vão fazer tudo que está ao seu alcance para “responsabilizar estes comunistas”.
A Rússia já se pronunciou sobre o caso, acusando Washington de provocação.
As relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se ainda mais em janeiro, após a captura do ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, aliado de longa data de Havana, pelos EUA e o bloqueio ao fornecimento de petróleo venezuelano à ilha.
Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump tem ameaçado impor tarifas a Estados que incorram no fornecimento de petróleo ao território cubano e instado Cuba a fechar um acordo com Washington.
De acordo com o Governo cubano, as suas tropas fronteiriças detetaram, na quarta-feira, uma lancha de alta velocidade a navegar em águas territoriais de Cuba. Ao aproximarem-se da embarcação, os tripulantes terão aberto fogo contra as autoridades, deixando o comandante da polícia ferido.Os feridos a bordo da lancha foram detidos e estão sob assistência médica.
O barco, registado no Estado norte-americano da Florida, aproximava-se de uma ilha na costa norte de Cuba, perto de Cayo Falcones, na província de Villa Clara, segundo adianta também a nota.
Entretanto, esta quinta-feira, um novo comunicado do Ministério do Interior de Cuba veio indicar que os tripulantes já foram identificados e que se trata de cidadãos cubanos atualmente a residir nos Estados Unidos. O Governo acusa os envolvidos no incidente de tentarem infiltrar-se no país do Caribe “para fins terroristas”.Alegadamente, os cidadãos cubanos encontravam-se armados e dispunham de pistolas, espingardas de assalto e dispositivos explosivos improvisados, que já se encontram apreendidos pelas autoridades.
O confronto, ocorrido na quarta-feira, surge numa altura em que as tensões entre os Estados Unidos e Cuba se mostram cada vez mais evidentes, devido à crise de combustível que o país insular enfrenta atualmente com o bloqueio do envio de petróleo da Venezuela para Cuba, imposto por Donald Trump.
Numa das suas declarações nas redes sociais, o Ministério do Interior do Executivo de Manuel Marrero Cruz salientou que, “face aos desafios atuais”, Cuba quer “reafirmar a sua vontade de proteger as suas águas territoriais (…) em favor da proteção da sua soberania e estabilidade na região”.
Quem está também em cima do acontecimento é o país norte-americano. Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, afirmou que Washington está a investigar o episódio “altamente incomum” a fim de “descobrir exatamente o que aconteceu” e a partir daí, tomar decisões.Prometendo uma resposta rápida, Rubio assegurou, segundo a BBC, que a Guarda Costeira dos Estados Unidos já se deslocou para as imediações do local onde terá ocorrido o alegado confronto.
Já o procurador-geral da Florida, James Uthmeir, através de uma publicação no Facebook, declarou que o Gabinete de Acusação Estatal irá iniciar a sua própria investigação, uma vez que “o Governo cubano não é digno de confiança” e garantiu que os EUA vão fazer tudo que está ao seu alcance para “responsabilizar estes comunistas”.
A Rússia já se pronunciou sobre o caso, acusando Washington de provocação.
As relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se ainda mais em janeiro, após a captura do ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, aliado de longa data de Havana, pelos EUA e o bloqueio ao fornecimento de petróleo venezuelano à ilha.
Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump tem ameaçado impor tarifas a Estados que incorram no fornecimento de petróleo ao território cubano e instado Cuba a fechar um acordo com Washington.